Um chamado não ouvido

Leia 1 João 3.16-20
À noite, sobreveio a Paulo uma visão, na qual um varão macedônio estava em pé e lhe rogava, dizendo: Passa à Macedônia e ajuda-nos. • Atos 16.9
Estava ocupado com tarefas caseiras e prestei pouca atenção à voz distante que chegava pela porta dos fundos. Achei que estava ouvindo os filhos dos vizinhos brincando, mas dali a pouco dei-me conta de que alguém estava gritando por socorro. Finalmente, alarmado, corri em direção ao som e encontrei um vizinho com os dedos presos na correia do motor de seu trator de jardim.
Ajude-me!, ele gritou.
Cortei a correia e soltei-o. Ele havia tentado consertar o motor com o trator em funcionamento. Felizmente, o propulsor desligou, deixando os dedos de meu vizinho apenas comprimidos e machucados.
Afastei-me sentindo-me culpado, sabendo que, se tivesse atendido ao seu primeiro grito, poderia tê-lo poupado de algum sofrimento. Ao orar para me tornar mais sensível aos acontecimentos próximos de mim, Deus ajudou-me a ver que às vezes também deixo de perceber o sofrimento emocional das pessoas à minha volta. Compreendi que a preocupação com interesses pessoais muitas vezes me havia feito insensível. A partir desse momento, determinei-me a escutar mais atentamente e ser sensível às necessidades das pessoas ao meu redor.
Oração: Amado Deus, ajuda-nos a sermos sensíveis às necessidades dos outros. Em nome de Jesus. Amém.
Pensamento do Dia: Se escutarmos, podemos corresponder aos pedidos de ajuda.
Kenny A. Noble (Indiana, EUA)
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Graça à beira da estrada

 

Leia Mateus 25.31-40 *

O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Mateus 25.40

Um homem estava parado na esquina de uma rua da periferia da cidade. Vendia jornais aos motoristas que paravam no semáforo. Com uma muleta debaixo de um braço e jornais debaixo do outro, ia mancando de carro em carro. Tinha apenas uma perna e caminhava com o auxílio de uma muleta enferrujada. Seus dentes da frente estavam estragados.

O homem aproximava-se de cada motorista para tentar vender um jornal. Enquanto isso eu me afundava no banco do carro. Envergonhada de meu medo, em vez de me encolher decidi orar por ele. Toda quinta-feira lhe comprava um jornal; era meu caminho, pois era dia de visitar meu tio idoso.

Após alguns meses, faltei por três quintas-feiras seguidas. Projetos atrasados no trabalho, um problema familiar e uma bronquite intermitente impediram-me de visitar meu tio. Finalmente de volta à minha rotina, como de costume aproximei-me daquela esquina e o semáforo obrigou-me a parar. Entreguei meu dinheiro ao vendedor de jornais e contei-lhe sobre meus infortúnios recentes. Seu rosto suavizou-se. Ele enfiou seus jornais debaixo do braço e colocou sua mão em meu braço. Então disse: “Vou orar para que você fique boa logo”. Respirei fundo. Eu, que tenho dentes suficientes para comer uma boa refeição e duas pernas inteiras para me levarem a qualquer lugar, recebi a dádiva do consolo de sua oração, oferecida de maneira simples, antes que o farol abrisse. Cristo ganhou um rosto novo, e regozijei-me por vê-lo à beira da estrada.

Linda Tatum (Carolina do Norte, EUA)

* Mateus 25.31-40

31 – E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória;
32 – e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas.
33 – E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.
34 – Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
35 – porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
36 – estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.
37 – Então, os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber?
38 – E, quando te vimos estrangeiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos?
39 – E, quando te vimos enfermo ou na prisão e fomos ver-te?
40 – E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.

 

Fonte:http://www.editoracedro.com.br/forms/assineja.jsp

Um presente maravilhoso

 

Leia Jó 19.23-27 *

Disse Moisés ao povo: Lembrai-vos deste mesmo dia, em que saístes do Egito, da casa da servidão; pois com mão forte o Senhor vos tirou de lá. Êxodo 13.3

Comecei a escrever um diário alguns anos atrás. Já tentara tempos antes, mas, quando finalmente me comprometi, percebi que essa não era uma tarefa a ser completada, mas uma maravilhosa oportunidade de autoexpressão, reflexão e libertação.

Jó conhecia o valor da escrita. Ele expressou tristeza e lamentou que suas palavras não fossem registradas: “Quem me dera fossem agora escritas as minhas palavras! Quem me dera fossem gravadas em livro!” (Jó 19.23-24).

Escrever um diário tem sido uma experiência transformadora para mim. Registro acontecimentos importantes em minha vida e fatos corriqueiros de meu dia. Sou capaz de expressar meus mais profundos sentimentos e preocupações e associar minha vida a versículos da Bíblia que falam da graça e misericórdia de Deus, as quais oferecem libertação.

Ao reler meus diários, lembro-me com ternura de muitas das alegrias de minha vida. Quando meus textos refletem as tristezas e sofrimentos que experimentei, meu diário também serve como um lembrete das poderosas obras de nosso Senhor e Salvador e de Seu divino amor por mim. Lembrar a graça e os atos salvíficos de Deus fortalece minha fé. Escrever é um presente maravilhoso que damos a nós mesmos.

Marcia Conston (Carolina do Norte, EUA)

* Jó 19.23-27

23 – Quem me dera fossem agora escritas as minhas palavras! Quem me dera fossem gravadas em livro!
24 – Que, com pena de ferro e com chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha!
25 – Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra.
26 – Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus.
27 – Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim.

 http://www.editoracedro.com.br/forms/assineja.jsp

O reparador

 

Leia Isaías 61.1-4 *

Naquele dia levantarei o tabernáculo caído de Davi, repararei as suas brechas e, levantando-o das suas ruínas, restaurá-lo-ei como fora nos dias da antiguidade. […] Mudarei a sorte do meu povo Israel: reedificarão as cidades assoladas, e nelas habitarão, plantarão vinhas e beberão o seu vinho, farão pomares e lhes comerão o fruto. • Amós 9.11,14

Toda noite de Natal meu pai passava escondido fora de casa e ia para a cidade. Nunca soubemos o que ele ia fazer, somente anos mais tarde. Ele ia às lojas procurar objetos que pudesse consertar ou repolir. A maioria dos proprietários de lojas ficava contente em ganhar algum dinheiro a mais com os produtos defeituosos, os objetos de exposição desgastados, brinquedos desmontados e outras coisas do tipo. Sempre um bom negociador, meu pai derrubava os preços a quase nada.

Ele escondia esses futuros presentes de Natal na garagem. Depois que íamos para a cama, papai se esgueirava até sua oficina, em geral ficando a noite inteira acordado, consertando os presentes. Nunca ganhei uma bicicleta, carrinho ou luva de beisebol inteiramente novos; eles eram objetos quebrados que papai havia consertado.

Com um coração ainda mais amoroso que o de papai, Deus também é um reparador: de vidas partidas, famílias desfeitas e esperanças despedaçadas. Tudo que nos causa sofrimento Deus anseia por consertar.

CHARLES HARREL ( ORREGON, EUA )

MEDITE: MATEUS 21

* Isaías 61.1-4

1 – O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados;
2 – a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram
3 – e a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, veste de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo SENHOR para a sua glória.
4 – Edificarão os lugares antigamente assolados, restaurarão os de antes destruídos e renovarão as cidades arruinadas, destruídas de geração em geração.

FONTE; http://www.editoracedro.com.br/forms/assineja.jsp

Vinde às águas

 

Leia João 4.1-15 *

Ah! Todos vós os que tendes sede, vinde às águas. • Isaías 55.1

Chove pouco na Ilha Canária de Lanzarote, a 90 km da costa do Marrocos, nossa terra. A água é preciosa, já que vem do mar e precisa ser dessalinizada para o nosso uso. Em consequência disso, a ilha tem um aspecto desértico. Isso torna o cuidado e a rega das plantas sedentas de nosso pequeno jardim ainda mais importantes para mim. Assim como o jardim, nós, ilhéus, frequentemente temos sede e precisamos beber muita água.

Ela é muito importante também na história da samaritana à beira do poço. Ali, Jesus diz a ela e a nós que Ele pode satisfazer nossa sede espiritual. Ele pode nos refrescar com a água viva da fonte eterna. Que benção que é quando estamos sedentos espiritualmente!

Quando nos sentimos sedentos e improdutivos, Cristo estende Seus braços para nos receber com uma fonte de bênçãos. Sua água viva abundante refrigera nossa alma. Não precisamos esperar até ficarmos "secos", sem vida, podemos buscar a Cristo para sermos saciados. 

Oração : Água Viva, derrama-Te sobre nós e enche-nos. Satisfaz a nossa sede de Ti. Em nome de Jesus. Amém.

Pensamneto: A Água Viva pode matar a nossa sede.

JO SHERARD (LANZAROTE,ESPANHA)

MEDITE: APOCALIPSE 1, João 4.1-15

Luz na escuridão

 

Leia Isaías 60.1-3 *

Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte. • Mateus 5.14

Todo verão, minha família e eu viajamos para um centro de retiro em uma ilha próxima à costa de New Hampshire*. Toda noite, nós participamos de um culto em uma pequena capela de pedra construída sobre uma elevação no centro da ilha. Reunimo-nos em silêncio ao pé do monte, ouvindo a badalada profunda do sino que nos chama para o culto. Cada pessoa carrega uma lanterna à vela para a capela, que não tem eletricidade. Ao nos aventurarmos pelo caminho estreito e rochoso, ouvimos a grasnada das gaivotas, o estrondo das ondas, o assobio do vento sobre a água.

Enquanto uma pessoa após outra sobe o monte, uma fila de luzes de velas cresce, tremulando na escuridão. A capela ilumina-se cada vez mais à medida que as pessoas vão entrando e pendurando suas lanternas.

Quando vejo uma vela ou lanterna, lembro-me de que Jesus veio para ser a luz do mundo. Todos nós carregamos a luz de Deus dentro de nós e podemos fazê-la brilhar para os outros. Somos faróis, convidando as pessoas a seguirem a Jesus e a responderem ao convite de Deus a uma nova vida.

Oração: Deus de luz, que a Tua luz brilhe por meio de nós para que outros possam ver-Te claramente e seguir-Te. Em nome de Jesus. Amém.

Pensamento: Nós somos a luz de Deus, brilhando para iluminar o caminho para a vida.

Susan J. Foster (Connecticut, EUA)

Medite: Apocalipse 3, Isaías 60.1-3

Quebrando o silêncio

 

Leia 2 Timóteo 4.1-2

[O salmista escreveu:] Não ocultei no coração a tua justiça; proclamei a tua fidelidade e a tua salvação; não escondi da grande congregação a tua graça e a tua verdade.  • Salmos 40.10

Quando soube que Larry, um querido amigo, havia morrido depois de cair de um edifício de 17 andares, senti um choque e uma tristeza terríveis. Pouco depois, uma tristeza ainda mais profunda e inconsolável se instalou em mim quando comecei a pensar em sua eternidade. Larry e eu tínhamos sido bons amigos no ensino médio. Tínhamos conversado sobre muitas coisas: lições de casa, família, esporte, novidades e o futuro. Tinha conversado sobre tudo com ele, exceto sobre Jesus. Naquele momento, aquilo sobre o que havíamos falado já não importava. A única coisa que importava então, quando pensava em Larry, era o assunto sobre o qual não havíamos falado.

Não sei se ele alguma vez entregou seu coração a Cristo. Tudo o que sei é que nunca lhe falei sobre Jesus. Mesmo hoje, quando penso nessa tragédia que aconteceu há tantos anos, o fato de não lhe ter falado de Cristo ainda me dói.

Para um seguidor de Cristo, um dos maiores pesares na vida é perceber que nunca falamos a um amigo sobre Jesus. Não podemos alterar o passado, mas podemos pedir a Deus que perdoe nosso silêncio e transforme nosso pesar em determinação em falar de Cristo às pessoas ao nosso alcance.

Oração: Ó, Deus, dá-nos a coragem para partilhar a mensagem simples da salvação e do Teu amor e bondade. Em nome de Jesus. Amém.

Pensamento do dia: A que amigo preciso falar sobre a minha fé?

 

KARL CAMERON SHAFER (FLÓRIDA,EUA)

http://www.editoracedro.com.br/forms/assineja.jsp