Exaltação x Humilhação – II

 
 
“Mas o cobrador de impostos ficou em pé de longe e não tinha coragem nem para levantar os olhos ao céu quando orava, porém batia no peito com grande arrependimento, exclamando: Ó Deus, tenha misericórdia de mim, um pecador (…) [Jesus concluiu dizendo] porque os orgulhosos serão humilhados, mas os humildes serão honrados”. Lucas 18.13, 14b Viva

Certa vez um tio meu, ainda criança, tentando interagir com o aparelho de som que estava montado no ginásio, levou um choque elétrico na língua. O choque foi médio, mas o suficiente para que aquela criança, meu tio, já se molhasse todo e destampasse um choro interminável!

Hoje damos risadas lembrando dessa história, mas para o outro tio (o irmão), que também estudava naquela mesma escola, foi bastante constrangedor. Ainda em horário de recreio, a professora levou o “acidentado” à frente de todos os demais alunos e gritou pedindo para que o irmão se manifestasse e o levasse para casa. Esse meu tio pensou duas vezes antes de se manifestar, pois aquela situação era muito constrangedora. “Agora todos vão saber quem eu sou realmente, o irmão do lambe fios elétricos”. Sem ter outra saída, ele se sentiu obrigado a assumir a responsabilidade pelo irmão. Percebe? Você seria capaz de assumir o ônus (sobrecarga) da responsabilidade mesmo que ela te deixasse bastante envergonhado?

E tão mais fácil assumirmos a responsabilidade de coisas claramente boas, por exemplo, de um serviço bem feito, de uma aparência privilegiada, de inteligência, de bons modos e outras coisas mais. Porém é muito difícil assumirmos a responsabilidade diante das pressões, da crítica, da humilhação, do descaso! Mas o que dizer de nossa condição diante de Deus? Qual é o lado da moeda que você apresenta?

Jesus apresentou a parábola sobre o fariseu e o publicano. O fariseu, na oração, se apresentava como o “super santo”, aquele que era digno da atenção de Deus, pois era fiel em todos os rituais religiosos. Esse era o lado da moeda que ele gostava de apresentar. Mas o publicano apresentou o outro lado da moeda! Mostrou aquele que ninguém gosta ver e nem mostrar, mas que é a pura realidade de todos nós. O publicano reconheceu sua pequenez diante da santidade de Deus. Reconheceu que não era capaz de oferecer nada que o colocasse em condição de merecer alguma coisa do Senhor. Isso é um genuíno fruto de arrependimento! Qual desses dois você tem sido? “Miserável homem que sou…”, careço da graça do Senhor demonstrada em Cristo Jesus. Essa é a minha realidade, qual é a sua? “(…) os orgulhosos serão humilhados, mas os humildes serão honrados”.

Pense nisto.

 
Por Hagton Henrique – umbet.org.brhagton@gmail.com

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