Diversas Formas de Usar a Bíblia Sagrada

Existe muitas formas de ser usar a Bíblia. Ela difere de todos os livros que conhecemos, por ser a revelação do SENHOR para o homem. Através dela conhecemos ao SENHOR e temos nela o guia dos princípios de vida pelos quais devemos ordenar nossos caminhos. Esta cheia de promessas, mandamentos e diretrizes e tem como autor o próprio SENHOR, na pessoa do Espírito Santo, como está escrito:

“Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte do SENHOR, movidos pelo Espírito Santo.” 2 Pedro 1:21

“Toda a Escritura é inspirada pelo SENHOR e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem do SENHOR seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” 2Tm 3.16,17

Dentre as muitas maneiras de nos aproximarmos da Bíblia e a usarmos, destacaremos algumas:

1- Lendo-a:

Tomando conhecimento do que ela diz. O SENHOR nos ordena, por boca do profeta Isaías:

“Buscai no livro do Senhor, e lede…” Is 34.16

E essa leitura deverá ser repetida:

“E o terá consigo e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer o SENHOR, seu Elohim, a fim de guardar todas as palavras desta lei e estes estatutos, para os cumprir.” Dt 17.19
Um programa de leitura da Bíblia deve ser estabelecido por nós. Terminada uma leitura, começamos outra. Quanto mais vezes a lermos, tanto mais fácil será entendê-la.

2- Estudando-a:

Assimilando seus princípios, mandamentos e promessas. Isso envolve mais do que ler, Precisa de caneta e papel para tomar nota, esboçar, buscando fixar o ensino. Paulo recomenda:

“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” 2Tm 2.15
3- Meditando-a:

Deixando que suas verdades sejam aplicadas às diversas áreas de nossa vida. Meditar é “ruminar”. Um animal que rumina come o alimento e mais tarde regurgita-o, isto é, trá-lo de volta à boca e o mastiga vagarosamente, extraindo dele todos os nutrientes.

Meditar é a mesma coisa. Primeiro lemos a Palavra, estudamo-la e podemos até decorá-la. Mas então vamos mais além e começamos a “mastigar” a Palavra, pensando, refletindo, assimilando-a, aplicando-a à nossa vida, transformando-a em nossa oração.

Há diversas referências diretas na Bíblia à meditação, sem falar dos seus sinônimos. Logicamente, quem medita, primeiro leu ou ouviu.

“Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido.” Js 1.8

“Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.” Sl 1.1,2

“Medita estas coisas e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto.” 1Tm 4.15

“As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, SENHOR, rocha minha e redentor meu!” Sl 19.14
4- Memorizando-a:

Permitindo que ela seja o material para nossa estrutura de pensamento e raciocínio e venha em nosso auxílio, prontamente, no momento da necessidade.

Ora, para que a Palavra esteja na minha boca, primeiro tem que entrar em minha mente. Só sai da boca o que foi assimilado, estudado e decorado.

O mandamento é claro:

“Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te.” Dt 6.6,7
5- Usando-a como arma:

Contra todas as mentiras e insinuações do diabo em nossa mente. As fortalezas inimigas, referidas por Paulo em 2 Coríntios 10, são construídas na mente a partir de pensamentos, raciocínios, conceitos e imagens, todos falsos e mentirosos.
Tendo a Palavra na mente e no coração, teremos com que desferir golpes e demolir as fortalezas. “está escrito” foi a arma usada por Jesus e o será igualmente por nós, sabendo que a Palavra do SENHOR é a Espada do Espírito.

“Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Elohim.” Ef 6.17
6- Confessando-a:

Com os lábios como verdade absoluta em todas as circunstâncias.
“Pois esta palavra está mui perto de ti, na tua boca e no teu coração, para a cumprires.” Dt 30.14

Confessar a Palavra é proferi-la como uma convicção do nosso espírito. O que creio no coração, isso confesso. Ao fazê-lo, há um poder de vida que é liberado.

A Palavra do SENHOR é como semente. Quando confesso é como se a plantasse. Confessá-la repetidamente é como regá-la. Ora, sementes plantadas e regadas, terminam germinando.

“Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Adonai, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão.” Hb 4:14
7- Usando-a como a base de orações ao Pai:

Deixando que ela seja o veículo da nossa comunicação verbas com Ele.
Podemos ler toda a Bíblia, transformando-a em oração, enquanto confrontamos com ela e a palavra especifica que está sendo objeto da nossa oração, produzirá seu efeito em nós.

Toda nossa conversa com o Pai pode ser baseada na Palavra escrita. É isso que chamamos de “orar a Palavra”.

Fonte: www.torahviva.org.br

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Ele me guia pelas veredas da justiça

Salmo 23:3 NLT

O ex-presidente americano, George Washington, disse: “Poucos homens têm virtude suficiente para bancar o lance mais alto”. No entanto, é isso que devemos fazer para desenvolver o tipo de caráter capaz de nos sustentar. Não é fácil fazer a coisa certa quando:(a) o preço é alto; (b) a coisa errada é mais prática; (c) ninguém sabe além de você.

É nesses momentos que o seu caráter se fortalece. O Dr. Martin Luther King Jr. disse: “A covardia pergunta:isto é seguro? O consenso pergunta:isto é popular? A consciência[o caráter] pergunta: isto é certo?”.

Durante o último campeonato de tênis a bola de Bobby Jones acabou caindo no campo de terra bem do lado de fora do gramado. Quando ele se preparou para dar a tacada, acidentalmente moveu a bola. Imediatamente,ele se voltou para os juízes e anunciou que tinha cometido uma falta. Os juízes não tinham visto a bola se mexer; nem as pessoas nas arquibancadas. Então, eles deixaram que Jones decidisse se deveria assumir a penalidade. Ele o fez. Mais tarde, quando alguém o elogiuo por sua integridade, Jones respondeu:”Você elogia um ladrão de banco por não roubar um banco? Não. É assim que um jogo de golfe deveria ser jogado sempre”. Jones perdeu o jogo naquele dia por uma tacada, mas manteve a sua integridade. Sua firmeza de caráter era tão conhecida que o prêmio pela prática de esportes da Associação de Golfe dos Estados Unidos veio a ser chamado de Prêmio Bob Jones.

Portanto, faça a coisa certa, e continue fazendo. Mesmo que isso não o ajude a progredir a curto prazo, isso o protegerá e lhe servirá bem a longo prazo. Ou, como o Salmista diz:”Ele me guia pelas veredas da justiça, para dar glória ao Seu nome”(Salmo23:3 NLT).

A Palavra para Hoje – UCB – Brasil

NA PORTA CERTA

Mt.7:7-12 –  Ap.3:20 ” Eis que estou à porta e bato. Se alguém abrir a porta, entrarei e cearei com ele e ele comigo”

Portas são oportunidades, possibilidades, são barreiras que podem ser transportas. Portas nos separam de algo. Portas abertas são sinônimas de acesso, de convite, de esperanças. Em quais portas você tem batido?

Portas também podem ser assustadoras ou inibidoras. Há portas que nos intimidam a bater parecem que não nos convidam a entrar, pela sua postura parecem que não há espaço para nós após ela. Ficamos com medo de adentrá-la, e assim, deixamos de bater. Por que? Bata! Portas foram feitas para serem abertas no momento certo, oportuno, Em quais portas você tem deixado de bater?

Deus nos convida a perceber as portas que estão diante de nós e nos encoraja a bater nelas. Só há uma chance de elas abrirem; se batermos. Mas esteja atento às portas em que você não tem batido e que talvez Deus deseje abrir pra você.

Que você ouse bater nas portas certas: portas que tragam o querer de Deus pra você, portas que abram novos caminhos. Por fim, lembre-se que Jesus Cristo também está à sua porta. Você está ouvindo?

Ele deseja ter comunhão, ser convidado a entrar e fazer parte da sua vida e orientar suas decisões. Você vai abrir? Ele é a solução, Ele tudo que você precisa. E a porta do seu coração está aberta para o Senhor Jesus Cristo?

Em que porta você vai bater hoje?

Pr. Luiz Carlos Leão– 
Visite: www.otimismoemrede.com   

Liberto pela graça

Leia Lucas 7.36-50
Todos tropeçamos em muitas coisas. • Tiago 3.2
Simão ficou horrorizado por Jesus permitir que uma “pecadora” O tocasse. Tendo ela negligenciado as habituais cortesias da hospitalidade a Jesus – lavou-Lhe os pés, deu-Lhe um beijo, ungiu-O, Simão sentiu-se afrontado pela tolerância de Jesus para com a mulher. Jesus, então, contou-lhe uma parábola sobre duas pessoas cujas dívidas haviam sido perdoadas por um agiota compassivo. A um tinha sido dada uma grande soma de dinheiro, e a outro, um valor muito menor. Jesus perguntou, então, a Simão qual dos dois deveria amar mais o credor. Quando Simão identificou aquele a quem mais foi perdoado, Jesus estabeleceu paralelos entre a parábola e a mulher que ungiu Seus pés.
Uma mulher marginalizada e julgada reage ao generoso amor e graça de Deus de uma maneira que um homem e líder religioso é incapaz de fazer. O caminho de Deus não é escravo do legalismo. Antes, é o caminho da graça, do perdão, da generosidade, da justiça, da compaixão e da inclusão, uma mensagem personificada em Jesus.
Como Simão, todos nós sabemos o que é cometer erros e achar que estamos sempre certos. Mas o amor e o perdão de Deus desafiam nosso farisaísmo. Se verdadeiramente recebermos a liberdade que a graça de Deus nos concede, seremos lentos para julgar e rápidos para perdoar.
Oração: Deus gracioso, ensina-nos a nos valorizarmos uns aos outros. Lembra-nos das conseqüências de nossos atos. Ajuda-nos a agir com compaixão uns para com os outros e a olhar a vida por meio dos olhos da graça. Em nome de Jesus. Amém.
Pensamento do dia: Nossos erros e pecados são muitos, mas a graça de Deus cobre-os todos.
Oremos: por alguém a quem já julgamos.
Tony Nancarrow (Austrália do Sul, Austrália)

Verdadeiro trabalho de equipe

1Co 9:19-27

Os esportes deixam transparecer o que há de melhor e de pior nas pessoas. Os noticiários muitas vezes focalizam o pior. Reportagens que confortam os jogadores com a frase “O que conta não é ganhar ou perder, mas como você joga”, raras vezes ganha ampla cobertura. Mas de vez em quando acontece.

Depois que um time de beisebol da Georgia derrotou um time do Japão, um repórter escreveu: “Os meninos… deixaram uma impressão duradoura de seu caráter interior para ser visto pelo mundo. Eles provaram, novamente, que o que conta não é ganhar ou perder, mas como você joga o jogo”.

Quando os jogadores que perderam caíram em prantos, os membros do time vencedor pararam seus festejos de vitória e foram consolá-los. Um deles disse: “Eu simplesmente não suportei vê-los chorar e só queria que soubessem que me importava com eles”. Alguns se referiram a esse momento como o ” melhor do espírito esportivo”.

Foi de fato emocionante, mas isso destaca que os esportes- mesmo nos melhores momentos – são uma metáfora imperfeita para o Cristianismo. Nos esportes, alguém sempre perde. Mas quando alguém é ganho para Cristo, o único perdedor é satanás.

Para os cristãos, o verdadeiro trabalho de equipe não consiste em derrotar oponentes; trata-se de recrutá-los, para unirem-se ao nosso time.

Nosso Andar Diário

Cuidando Para Não Afundar

“sabei que aquele que fizer converter um pecador do erro do seu caminho salvará da morte uma alma, e cobrirá uma multidão de pecados” (Tiago 5:20).

Como um pedaço de madeira em uma lagoa, um cristão pode “flutuar” na superfície do pecado sem se molhar muito. Mas, da mesma forma que a madeira afunda ao ficar encharcada se permanecer muito tempo na água, assim acontece com o cristão que gasta muito tempo com o pecado.

A Bíblia diz que o mundo jaz no maligno e sabemos que por todo lado onde passamos encontraremos evidências de um mundo pecaminoso e indiferente às coisas de Deus. Precisamos trabalhar, estudar, fazer compras, conviver diariamente com todas as pessoas sem qualquer discriminação. E, sem dúvida, não há melhor lugar para que deixemos a luz de Cristo brilhar na nossa vida do que nos lugares onde ela se mostra
necessária.

Deus conta com nosso testemunho, com nosso amor, com as nossas mãos estendidas para todos. É muito fácil amar a quem nos faz bem e nos cerca de carinho. Mas da mesma maneira que Deus amou a todos, oferecendo Seu Filho para se sacrificar pelos pecadores, deseja que nós, que já experimentamos o gozo da salvação e da vida abundante, amemos a todos, oferecendo nosso tempo e nossas vidas por aqueles que continuam sob a aflição da desesperança e da incerteza do amanhã.

É preciso que, nesses lugares de trevas, a luz do cristão esteja sempre acesa. Se ele a deixa apagar por algum tempo, acaba se acostumando com a escuridão e a possibilidade de ser também iludido pelo maligno, é muito grande. Como o pedaço de madeira antes de ficar ensopado, podemos flutuar em qualquer ambiente, mas com o máximo cuidado para não permitirmos que nosso corpo espiritual se contamine e acabe indo de encontro ao fundo, de onde é muito difícil voltar à tona.

Na força do Senhor, não somente estaremos guardados de afundar como preparados para impedir que outros afundem.

SÚPLICA DO PASTOR JOVEM

Pastor José dos Reis Pereira

Fonte: FERREIRA, Ebenézer Soares. MANUAL DA IGREJA E DO OBREIRO. JUERP. 1981.

 

Nesta noite, ó Senhor, sou consagrado ao ministério da tua Palavra e que tremendo encargo recebo em meus ombros; não fosse minha absoluta certeza de que tu me chamaste e não sei onde iria encontrar coragem para tanto; mas, ó Senhor, tu, que fechaste tão positivamente, diante de mim, todas as portas a que fui bater e, não olhando minha indignidade, minhas quedas e meus tropeços, me abriste bem larga e acolhedora a porta do ministério, ajuda-me a prosseguir neste caminho, dignificando sem cessar o teu nome e honrando minha vocação.

Temeroso é o meu trabalho: pastorear teu povo, com tão pouca experiência da vida, conduzir as ovelhas de meu Mestre, com tão poucas forças, quem ousaria tanto?

Anima-me, todavia, a certeza de que tu, ó Senhor, que me escolheste, serás meu amparo e fortaleza, e, ao dar agora o meu primeiro passo na estrada nova, permite que o dê com firmeza e decisão;

ajuda-me, ó Senhor, porque já vislumbro as vezes em que minha visão se obnubilará ante a poeira da jornada e de ti espero que me alimparás os olhos;

esclarece-me, Senhor, porque sou jovem, cheio de preconceitos e de idéias falsas, trabalhando pelo orgulho e pela vaidade; concede que esses inimigos, ao me assaltarem, não me vençam e que eu afaste por completo o desejo de dar na vista e de conquistar posições, contentando-me com o lugar que tu me deres e procurando discernir e cumprir a tua vontade;

auxilia-me a adiantar-me no saber, mas livra-me da presunção e que esteja”sempre pronto a reconhecer que, apesar de meus cursos e dos livros que ler, os outros podem muito bem ser mais sábios do que eu; preserva-me desse terrível corrosivo que é a inveja e que eu saiba admirar nobremente a todos os que trabalharem bem, jamais descendo à baixeza de diminuí-los com comentários tendenciosos, só porque trabalham melhor do que eu;

dá-me a modéstia, que tão bem quadra num enviado teu, e protege-­me contra os triunfos tentadores, para que não desenvolvam em mim enfisemas intelectuais, que a tantos têm arruinado, principiando por ensoberbecê-los;

ensina-me a ser manso e bom, a moderar minhas violências e intransigências, mas dá-me um caráter que não admita contemporizações com o mal em qualquer tempo e em quaisquer circunstâncias.

Faz-me pastor eficiente, isto é, fiel em todos os meus encargos, em quem o teu povo possa confiar, que seja ativo e empreendedor, sem que, entretanto, procure pôr tudo abaixo com a pretensão de poder arranjar sucedâneos melhores;

que nunca transfira as responsabilidades que me couberem para os ombros de terceiros, culpando-os de meus erros e fracassos e com isso dando-me por justificado, mas que saiba resistir impavidamente às conseqüências de meus erros, não procurando me apegar a ninguém mais senão a ti mesmo, para que me perdoes e reanimes;

que seja capaz, após algum fracasso, de começar de novo, quantas vezes for preciso, um trabalho feito e que isso faça de espírito sereno e alma animosa;

que saiba ser econômico, sem ser avaro, e caridoso, sem ser dissipador, procurando desenvolver cada vez mais na minha igreja a obra da beneficência;

que realize, no quanto for possível, um ideal de perfeição em todo o trabalho feito, seja grande ou pequeno, nada abandonando inacabado ou mal cuidado;

permite que eu me canse no teu serviço, mas fortalece-me para que nunca a fadiga me domine de tal forma que me impeça de executar um trabalho necessário, tal como uma visita, uma pregação ou um auxílio;

concede que o meu conforto nunca venha se levantar como justificativa para que me recuse a um serviço, mas que saiba deixar-me incomodar sem perder meu sorriso e saiba sacrificar refeições e descansos, enjeitar divertimentos e varar noites, sem queixas, nem lamentações, mas cada vez mais otimista e mais satisfeito com meu ministério;

consente que possa fazer todos os trabalhos com a mesma consagração, sem que por isso aguarde agradecimentos ou louvores, quase sempre maus conselheiros;

ensina-me o meio de obter a dedicação do bom samaritano a qualquer hora, em qualquer lugar e para quem quer que seja.

Ajuda-me, ó Senhor, a dar valor à minha palavra, embora a comprometa com uma criança, e que seja sempre pura e nobre e sincera, quer conversando, quer pregando, quer orando; livra-me do bombasticismo rebuscado e insincero;

que abomine os argumentos tortuosos, próprios para embair os outros e esconder meu pensamento verdadeiro;

que saiba pregar meus sermões extremos de palavras ocas, não aspirando galas literárias, mas, sim, a tua aprovação;

que, ao falar, procure alguma coisa e não faça arabescos na água que não satisfazem, nem confortam o ouvinte desejoso de sólido alimento espiritual;

dá-me ânimo para fugir às discussões tão procuradas por quem é moço, nas quais se gastam energias que devem ser concentradas para melhores fins;

concede-me a palavra boa para consolar os enfermos e os tristes, para reerguer os desanimados e os desviados, para convencer os divergentes e desinteressados, para me alegrar com os otimistas e incentivar os que trabalham;

que sempre me expresse com límpida franqueza, sem que, no entanto, jamais confunda franqueza com insolência ou incivilidade e nunca me valha de indiretas covardes para ferir àqueles de quem discordo;

livra-me de julgamentos temerários e fundamentados em bases pouco seguras, como informações de terceiros, intrigas ou atitudes mal interpretadas;

que eu saiba considerar a leitura de tua Palavra a melhor das leituras, a mais freqüente e a mais longamente meditada e que minha doutrina seja sempre sólida, conhecendo de tal forma minha Bíblia que não deixe voltar vazio aquele que para mim apelar.

Recorda-me que devo respeitar e acatar sempre meus colegas de ministério e que jamais venha a ser apanhado na falta grave de contra eles levantar aleives ou veicular murmúrios;

que eles tenham sempre de mim a maior consideração e confiança, porque, ó Senhor, no dia em que não houver confiança mútua entre os teus ministros, que será de tua Causa?

Se me reservas um papel de influência denominacional, que eu não me apresse a exercê-lo e me lembre de que não é preciso arrombar portas, antecipando-me à tua providência;

mesmo que nunca venha a ter influência e que fique toda a vida adstrito apenas ao trabalho de minha igreja, recorda-me que isto já é por demais glorioso e que, portanto, dirija minha igreja com o mesmo zelo que dedicaria a qualquer outra obra aparentemente mais honrosa, e procure nela edificar um núcleo forte para a glória de teu nome e honra da Denominação;

se nesta houver lutas, Senhor, que eu não siga outro partido senão o teu, que não tenha outra paixão que não a tua verdade, que não ouça outra voz além da tua falando em minha consciência, que não haja discurso nem tumultos que me impeçam de ouvi-Ia a indicar claramente minha posição e que, a ela obedecendo, arraste todas as críticas, incompreensões e julgamentos depreciativos; mas, se possível, Senhor, afasta-me dessas questões e concede, antes, que concentre minhas energias na igreja que me deste, ali realizando um trabalho sólido, puro e produtivo;

que ninguém, ó Senhor, de mim faça uso em proveito de seus interesses e que eu também nada faça confiado no apoio e defesa de terceiros; dá-me fortaleza de convicções para que não seja invertebrado em meus propósitos, sem consistência e sem perseverança, cata-vento que toda idéia nova faz girar;

ao mesmo tempo, reveste-me de coragem humilde e nobre de voltar atrás e confessar meus erros, quando for preciso, sem temer as acusações de versatilidade e incoerência, que, talvez, contra mim se levantarem.

Dá-me a dignidade devida para nunca me postar incondicionalmente do lado mais forte, nem incondicionalmente do lado mais fraco, mas incondicionalmente, sim, do lado justo, tenha, embora, contra mim o mundo todo, inclusive minhas amizades mais caras;

que nunca homem algum, por mais íntimo que seja, ou um partido, por mais forte que se diga, me dissuadam de fazer o que a tua vontade me ordenar;

ajuda-me a ser igual no tratamento de todos com quem agir, falando aos grandes sem servilismo e aos pequenos sem altivez, a todos com a mesma deferência e a mesma simpatia.

Permite, ó Senhor, que jamais ninguém me chame de mercenário, ou então que, embora os homens me julguem mal, tu vejas que meu interesse único é exercer com fidelidade meu ministério e que ele é, para mim, a mais importante tarefa de minha vida;

se, por acaso, for obrigado a “fazer tendas”, para me manter, abençoa-me em tal serviço secular, para que possa dar um testemunho que transforme o trabalho numa projeção de meu ministério;

dá-me a sabedoria de evitar a freqüência de lugares onde um pastor nunca deveria pôr os pés, a fim de que ninguém me aponte como exemplo e justificação de desvios funestos;

que, sabendo que sou observado pelos homens, para verem se me apanham em falta, tome isso em consideração, mas o faça sem hipocrisia, sendo igual homem na rua ao homem que for na igreja e no lar, não afivelando máscaras adaptadas a lugares e situações;

que também em pensamento não seja dúbio e que, ao falar de teu evangelho, não tome uma atitude convencional e falsa, dogmatizando com idéias postiças; que minhas palavras não sejam desmentidas por meus atos;

que meu pensamento seja sempre puro, de modo a poder transferi-lo e qualquer outro assunto para um sermão ou uma prece, sem necessidade de me altear de qualquer baixeza em que esteja devaneando comprazido;

que não blazone de feitos e virtudes, mesmo perante os mais íntimos, dispondo de uma veste de pavão para uso caseiro, e me revestindo de modéstia apenas para uso externo;

que, se por acaso for preterido num trabalho, saiba discernir nisso a tua vontade agindo e que não contenda, não me sinta ofendido pela preterição, nem dela viva falando amargurado ou queixoso;

que, o quanto possível, mantenha meu corpo sadio e forte, pois é o templo do Espírito, mas lembrando-me sempre de que é piedade que para tudo é útil e que meus joelhos não cansem de se dobrar diante de ti e meus pés não se exaurem de caminhar no teu serviço;

que eu saiba coibir meus impulsos e saiba ser, na justa medida, tolerante, sabendo exortar com simpatia e compreensão, de modo a ganhar, e não a afugentar os homens.

Dá-me Senhor uma companheira que seja de fato uma ajudadora em todo o meu trabalho, que tenha também espírito de sacrifício e não viva se embonecando como qualquer frívola mundana, nem preocupada com deleites outros que não os do lar e os de teu serviço; que seja piedosa e diligente, ajudando-me quando eu sentir muito grande o peso de minhas obrigações, animando-me quando vir diante de mim turvos horizontes, corrigindo-me, amorosa, quando minhas tendências, despertadas, me quiserem desviar do plano correto de conduta, caminhando comigo lado a lado, até o fim, para onde quer que me enviares, sem discutir e sem se rebelar;

que tenha a compreensão necessária para me apontar erros de que me possa desviar e não me induza a concessões que me amolentem o espírito;

que, dedicada e atenciosa, humilde e cheia do desejo de servir, concorra para conquistar o meu povo e atrair almas para tua igreja;

que não ande metida em intrigas e maledicências, nem faça questão de ser a mais bem vestida na igreja,a fim de que por causa dela eu não venha a ser censurado;

que saiba servir e tenha caráter, despreocupada de mundanidades, mas comigo mantendo, até o dia em que me chamares ou a chamares, a mais completa união de vistas;

que saiba comer comigo o pão das lágrimas e arrostar, decidida, o açoite da perseguição, sem que venha me lançar em rosto a culpa dessas coisas ou me atormentar com lágrimas e suspiros, em lugar de, bem unida a mim, enfrentar bravamente a vida de tal modo que diante das tempestades apareçamos ligados como se fôssemos um só.

Finalmente, Senhor, perdoa-me a insipiência, os trabalhos mal feitos e as mil inevitáveis omissões em que a minha mocidade me fará incorrer, e enrijece-me espiritualmente para que melhore todos os dias;

que me conserve absolutamente honesto e puro, não tendo de que enrubescer, quando erguer a mão para abençoar, em teu nome, o rebanho que tu me confiares; que saiba não ser pela prática de todas essas coisas que irei ganhar o céu, pois este, Cristo, por seus méritos, tão-somente já ganhou para mim, mas que as faça porque almejo ser mordomo fiel, e porque, tendo sido regenerado, tornei-me árvore boa, que deve produzir bons frutos.

E mais e mais coisas tenho para te pedir, ó Senhor, e tu o sabes; a agitação desta hora em que sinto o glorioso e o difícil de minha investidura não me deixa lembrar de tudo. Mas tu sabes, Senhor, e tu me darás auxílio.