Cuidando Para Não Afundar

“sabei que aquele que fizer converter um pecador do erro do
seu caminho salvará da morte uma alma, e cobrirá uma
multidão de pecados” (Tiago 5:20).

Como um pedaço de madeira em uma lagoa, um cristão pode
“flutuar” na superfície do pecado sem se molhar muito. Mas,
da mesma forma que a madeira afunda ao ficar encharcada se
permanecer muito tempo na água, assim acontece com o cristão
que gasta muito tempo com o pecado.

A Bíblia diz que o mundo jaz no maligno e sabemos que por
todo lado onde passamos encontraremos evidências de um mundo
pecaminoso e indiferente às coisas de Deus. Precisamos
trabalhar, estudar, fazer compras, conviver diariamente com
todas as pessoas sem qualquer discriminação. E, sem dúvida,
não há melhor lugar para que deixemos a luz de Cristo
brilhar na nossa vida do que nos lugares onde ela se mostra
necessária.

Deus conta com nosso testemunho, com nosso amor, com as
nossas mãos estendidas para todos. É muito fácil amar a quem
nos faz bem e nos cerca de carinho. Mas da mesma maneira que
Deus amou a todos, oferecendo Seu Filho para se sacrificar
pelos pecadores, deseja que nós, que já experimentamos o
gozo da salvação e da vida abundante, amemos a todos,
oferecendo nosso tempo e nossas vidas por aqueles que
continuam sob a aflição da desesperança e da incerteza do
amanhã.

É preciso que, nesses lugares de trevas, a luz do cristão
esteja sempre acesa. Se ele a deixa apagar por algum tempo,
acaba se acostumando com a escuridão e a possibilidade de
ser também iludido pelo maligno, é muito grande. Como o
pedaço de madeira antes de ficar ensopado, podemos flutuar
em qualquer ambiente, mas com o máximo cuidado para não
permitirmos que nosso corpo espiritual se contamine e acabe
indo de encontro ao fundo, de onde é muito difícil voltar à
tona.

Na força do Senhor, não somente estaremos guardados de
afundar como preparados para impedir que outros afundem.

SÚPLICA DO PASTOR JOVEM

Pastor José dos Reis Pereira

Fonte: FERREIRA, Ebenézer Soares. MANUAL DA IGREJA E DO OBREIRO. JUERP. 1981.

 

Nesta noite, ó Senhor, sou consagrado ao ministério da tua Palavra e que tremendo encargo recebo em meus ombros; não fosse minha absoluta certeza de que tu me chamaste e não sei onde iria encontrar coragem para tanto; mas, ó Senhor, tu, que fechaste tão positivamente, diante de mim, todas as portas a que fui bater e, não olhando minha indignidade, minhas quedas e meus tropeços, me abriste bem larga e acolhedora a porta do ministério, ajuda-me a prosseguir neste caminho, dignificando sem cessar o teu nome e honrando minha vocação.

Temeroso é o meu trabalho: pastorear teu povo, com tão pouca experiência da vida, conduzir as ovelhas de meu Mestre, com tão poucas forças, quem ousaria tanto?

Anima-me, todavia, a certeza de que tu, ó Senhor, que me escolheste, serás meu amparo e fortaleza, e, ao dar agora o meu primeiro passo na estrada nova, permite que o dê com firmeza e decisão;

ajuda-me, ó Senhor, porque já vislumbro as vezes em que minha visão se obnubilará ante a poeira da jornada e de ti espero que me alimparás os olhos;

esclarece-me, Senhor, porque sou jovem, cheio de preconceitos e de idéias falsas, trabalhando pelo orgulho e pela vaidade; concede que esses inimigos, ao me assaltarem, não me vençam e que eu afaste por completo o desejo de dar na vista e de conquistar posições, contentando-me com o lugar que tu me deres e procurando discernir e cumprir a tua vontade;

auxilia-me a adiantar-me no saber, mas livra-me da presunção e que esteja”sempre pronto a reconhecer que, apesar de meus cursos e dos livros que ler, os outros podem muito bem ser mais sábios do que eu; preserva-me desse terrível corrosivo que é a inveja e que eu saiba admirar nobremente a todos os que trabalharem bem, jamais descendo à baixeza de diminuí-los com comentários tendenciosos, só porque trabalham melhor do que eu;

dá-me a modéstia, que tão bem quadra num enviado teu, e protege-­me contra os triunfos tentadores, para que não desenvolvam em mim enfisemas intelectuais, que a tantos têm arruinado, principiando por ensoberbecê-los;

ensina-me a ser manso e bom, a moderar minhas violências e intransigências, mas dá-me um caráter que não admita contemporizações com o mal em qualquer tempo e em quaisquer circunstâncias.

Faz-me pastor eficiente, isto é, fiel em todos os meus encargos, em quem o teu povo possa confiar, que seja ativo e empreendedor, sem que, entretanto, procure pôr tudo abaixo com a pretensão de poder arranjar sucedâneos melhores;

que nunca transfira as responsabilidades que me couberem para os ombros de terceiros, culpando-os de meus erros e fracassos e com isso dando-me por justificado, mas que saiba resistir impavidamente às conseqüências de meus erros, não procurando me apegar a ninguém mais senão a ti mesmo, para que me perdoes e reanimes;

que seja capaz, após algum fracasso, de começar de novo, quantas vezes for preciso, um trabalho feito e que isso faça de espírito sereno e alma animosa;

que saiba ser econômico, sem ser avaro, e caridoso, sem ser dissipador, procurando desenvolver cada vez mais na minha igreja a obra da beneficência;

que realize, no quanto for possível, um ideal de perfeição em todo o trabalho feito, seja grande ou pequeno, nada abandonando inacabado ou mal cuidado;

permite que eu me canse no teu serviço, mas fortalece-me para que nunca a fadiga me domine de tal forma que me impeça de executar um trabalho necessário, tal como uma visita, uma pregação ou um auxílio;

concede que o meu conforto nunca venha se levantar como justificativa para que me recuse a um serviço, mas que saiba deixar-me incomodar sem perder meu sorriso e saiba sacrificar refeições e descansos, enjeitar divertimentos e varar noites, sem queixas, nem lamentações, mas cada vez mais otimista e mais satisfeito com meu ministério;

consente que possa fazer todos os trabalhos com a mesma consagração, sem que por isso aguarde agradecimentos ou louvores, quase sempre maus conselheiros;

ensina-me o meio de obter a dedicação do bom samaritano a qualquer hora, em qualquer lugar e para quem quer que seja.

Ajuda-me, ó Senhor, a dar valor à minha palavra, embora a comprometa com uma criança, e que seja sempre pura e nobre e sincera, quer conversando, quer pregando, quer orando; livra-me do bombasticismo rebuscado e insincero;

que abomine os argumentos tortuosos, próprios para embair os outros e esconder meu pensamento verdadeiro;

que saiba pregar meus sermões extremos de palavras ocas, não aspirando galas literárias, mas, sim, a tua aprovação;

que, ao falar, procure alguma coisa e não faça arabescos na água que não satisfazem, nem confortam o ouvinte desejoso de sólido alimento espiritual;

dá-me ânimo para fugir às discussões tão procuradas por quem é moço, nas quais se gastam energias que devem ser concentradas para melhores fins;

concede-me a palavra boa para consolar os enfermos e os tristes, para reerguer os desanimados e os desviados, para convencer os divergentes e desinteressados, para me alegrar com os otimistas e incentivar os que trabalham;

que sempre me expresse com límpida franqueza, sem que, no entanto, jamais confunda franqueza com insolência ou incivilidade e nunca me valha de indiretas covardes para ferir àqueles de quem discordo;

livra-me de julgamentos temerários e fundamentados em bases pouco seguras, como informações de terceiros, intrigas ou atitudes mal interpretadas;

que eu saiba considerar a leitura de tua Palavra a melhor das leituras, a mais freqüente e a mais longamente meditada e que minha doutrina seja sempre sólida, conhecendo de tal forma minha Bíblia que não deixe voltar vazio aquele que para mim apelar.

Recorda-me que devo respeitar e acatar sempre meus colegas de ministério e que jamais venha a ser apanhado na falta grave de contra eles levantar aleives ou veicular murmúrios;

que eles tenham sempre de mim a maior consideração e confiança, porque, ó Senhor, no dia em que não houver confiança mútua entre os teus ministros, que será de tua Causa?

Se me reservas um papel de influência denominacional, que eu não me apresse a exercê-lo e me lembre de que não é preciso arrombar portas, antecipando-me à tua providência;

mesmo que nunca venha a ter influência e que fique toda a vida adstrito apenas ao trabalho de minha igreja, recorda-me que isto já é por demais glorioso e que, portanto, dirija minha igreja com o mesmo zelo que dedicaria a qualquer outra obra aparentemente mais honrosa, e procure nela edificar um núcleo forte para a glória de teu nome e honra da Denominação;

se nesta houver lutas, Senhor, que eu não siga outro partido senão o teu, que não tenha outra paixão que não a tua verdade, que não ouça outra voz além da tua falando em minha consciência, que não haja discurso nem tumultos que me impeçam de ouvi-Ia a indicar claramente minha posição e que, a ela obedecendo, arraste todas as críticas, incompreensões e julgamentos depreciativos; mas, se possível, Senhor, afasta-me dessas questões e concede, antes, que concentre minhas energias na igreja que me deste, ali realizando um trabalho sólido, puro e produtivo;

que ninguém, ó Senhor, de mim faça uso em proveito de seus interesses e que eu também nada faça confiado no apoio e defesa de terceiros; dá-me fortaleza de convicções para que não seja invertebrado em meus propósitos, sem consistência e sem perseverança, cata-vento que toda idéia nova faz girar;

ao mesmo tempo, reveste-me de coragem humilde e nobre de voltar atrás e confessar meus erros, quando for preciso, sem temer as acusações de versatilidade e incoerência, que, talvez, contra mim se levantarem.

Dá-me a dignidade devida para nunca me postar incondicionalmente do lado mais forte, nem incondicionalmente do lado mais fraco, mas incondicionalmente, sim, do lado justo, tenha, embora, contra mim o mundo todo, inclusive minhas amizades mais caras;

que nunca homem algum, por mais íntimo que seja, ou um partido, por mais forte que se diga, me dissuadam de fazer o que a tua vontade me ordenar;

ajuda-me a ser igual no tratamento de todos com quem agir, falando aos grandes sem servilismo e aos pequenos sem altivez, a todos com a mesma deferência e a mesma simpatia.

Permite, ó Senhor, que jamais ninguém me chame de mercenário, ou então que, embora os homens me julguem mal, tu vejas que meu interesse único é exercer com fidelidade meu ministério e que ele é, para mim, a mais importante tarefa de minha vida;

se, por acaso, for obrigado a “fazer tendas”, para me manter, abençoa-me em tal serviço secular, para que possa dar um testemunho que transforme o trabalho numa projeção de meu ministério;

dá-me a sabedoria de evitar a freqüência de lugares onde um pastor nunca deveria pôr os pés, a fim de que ninguém me aponte como exemplo e justificação de desvios funestos;

que, sabendo que sou observado pelos homens, para verem se me apanham em falta, tome isso em consideração, mas o faça sem hipocrisia, sendo igual homem na rua ao homem que for na igreja e no lar, não afivelando máscaras adaptadas a lugares e situações;

que também em pensamento não seja dúbio e que, ao falar de teu evangelho, não tome uma atitude convencional e falsa, dogmatizando com idéias postiças; que minhas palavras não sejam desmentidas por meus atos;

que meu pensamento seja sempre puro, de modo a poder transferi-lo e qualquer outro assunto para um sermão ou uma prece, sem necessidade de me altear de qualquer baixeza em que esteja devaneando comprazido;

que não blazone de feitos e virtudes, mesmo perante os mais íntimos, dispondo de uma veste de pavão para uso caseiro, e me revestindo de modéstia apenas para uso externo;

que, se por acaso for preterido num trabalho, saiba discernir nisso a tua vontade agindo e que não contenda, não me sinta ofendido pela preterição, nem dela viva falando amargurado ou queixoso;

que, o quanto possível, mantenha meu corpo sadio e forte, pois é o templo do Espírito, mas lembrando-me sempre de que é piedade que para tudo é útil e que meus joelhos não cansem de se dobrar diante de ti e meus pés não se exaurem de caminhar no teu serviço;

que eu saiba coibir meus impulsos e saiba ser, na justa medida, tolerante, sabendo exortar com simpatia e compreensão, de modo a ganhar, e não a afugentar os homens.

Dá-me Senhor uma companheira que seja de fato uma ajudadora em todo o meu trabalho, que tenha também espírito de sacrifício e não viva se embonecando como qualquer frívola mundana, nem preocupada com deleites outros que não os do lar e os de teu serviço; que seja piedosa e diligente, ajudando-me quando eu sentir muito grande o peso de minhas obrigações, animando-me quando vir diante de mim turvos horizontes, corrigindo-me, amorosa, quando minhas tendências, despertadas, me quiserem desviar do plano correto de conduta, caminhando comigo lado a lado, até o fim, para onde quer que me enviares, sem discutir e sem se rebelar;

que tenha a compreensão necessária para me apontar erros de que me possa desviar e não me induza a concessões que me amolentem o espírito;

que, dedicada e atenciosa, humilde e cheia do desejo de servir, concorra para conquistar o meu povo e atrair almas para tua igreja;

que não ande metida em intrigas e maledicências, nem faça questão de ser a mais bem vestida na igreja,a fim de que por causa dela eu não venha a ser censurado;

que saiba servir e tenha caráter, despreocupada de mundanidades, mas comigo mantendo, até o dia em que me chamares ou a chamares, a mais completa união de vistas;

que saiba comer comigo o pão das lágrimas e arrostar, decidida, o açoite da perseguição, sem que venha me lançar em rosto a culpa dessas coisas ou me atormentar com lágrimas e suspiros, em lugar de, bem unida a mim, enfrentar bravamente a vida de tal modo que diante das tempestades apareçamos ligados como se fôssemos um só.

Finalmente, Senhor, perdoa-me a insipiência, os trabalhos mal feitos e as mil inevitáveis omissões em que a minha mocidade me fará incorrer, e enrijece-me espiritualmente para que melhore todos os dias;

que me conserve absolutamente honesto e puro, não tendo de que enrubescer, quando erguer a mão para abençoar, em teu nome, o rebanho que tu me confiares; que saiba não ser pela prática de todas essas coisas que irei ganhar o céu, pois este, Cristo, por seus méritos, tão-somente já ganhou para mim, mas que as faça porque almejo ser mordomo fiel, e porque, tendo sido regenerado, tornei-me árvore boa, que deve produzir bons frutos.

E mais e mais coisas tenho para te pedir, ó Senhor, e tu o sabes; a agitação desta hora em que sinto o glorioso e o difícil de minha investidura não me deixa lembrar de tudo. Mas tu sabes, Senhor, e tu me darás auxílio.

Os planos de Deus são garantidos

Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito. O Espírito penetra todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus.
1Co 2:10

Pensamento
Jesus, quando voltou para o Pai, nos deixou o Espírito Santo, para nos ajudar e nos orientar. O Espírito de Deus, pode ver no mais secreto da nossa alma, e sabe tudo que nos tem acontecido. Ele também nos tem revelado muito de Deus, para que sempre andemos no caminho certo. Quando temos uma grande ajuda assim, temos mais do que grandes motivos para não desistir e continuar confiando em Deus. Deus tem planos tremendos para cada filho. Não procure um caminho incerto, que os homens oferecem, procure o caminho certo de Deus, e aguarde para ver Suas maravilhas em tua vida.

Oração
Senhor, meu Deus, obrigado por teu amor, por tua misericórdia e cuidados, Senhor, eu preciso muito de ti, e peço ajuda para que a cada dia eu me transforme numa pessoa melhor, mais parecida com Cristo, em nome de Jesus. Amém e Graças a Deus.

………………

Ao repassar, mantenha a autoria
Deus te abençoe
Adriana Lyra

Um belo texto do Pastor Ed René Kivitz

Não existe oração errada. Aliás, a oração errada é aquela que não é feita. A Bíblia Sagrada ensina que se deve orar a respeito de tudo. Orar por qualquer motivo, qualquer hora, qualquer lugar, sempre que o coração não estiver em paz. Tão logo o coração experimente apreensão, preocupação, medo, angústia, enfim, seja perturbado por alguma coisa, a ação imediata de quem confia em Deus é a oração. O apóstolo Paulo diz que não precisamos andar ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, com ação de graças, devemos apresentar nossos pedidos a Deus, tendo nas mãos a promessa de que a paz de Deus que excede todo o entendimento, guardará nossos sentimentos e pensamentos em Cristo Jesus (Filipenses 4.6,7). A expressão “coisa alguma” inclui desde uma vaga no estacionamento do shopping center quanto o fechamento de um negócio, o desejo de que não chova no dia da festa quanto a enfermidade de uma pessoa querida. Esta experiência de oração é chamada de oração simples: orar sem censura filosófica ou teológica, orar sem se perguntar “é legítimo pedir isso a Deus?” ou “será que Deus se envolve nesse tipo de coisa?”. Simplesmente orar. A garantia que temos quando oramos assim é a paz de Deus em nossos corações e mentes. A Bíblia não garante que Deus atenderá nossos pedidos exatamente como foram feitos: pode ser que a vaga no estacionamento não seja encontrada e que chova no dia da festa. A oração não se presta a fazer Deus trabalhar para nós, atendendo nossos caprichos e provendo o nosso conforto. Já que a causa da oração simples é a ansiedade, a resposta de Deus é a paz. O resultado da oração não é necessariamente a mudança da realidade a respeito da qual se ora, mas a mudança da pessoa que ora. A mudança da situação a respeito da qual se ora é uma possibilidade, a mudança do coração e da mente da pessoa que ora é uma realidade. Deus não prometeu dizer sim a todos os nossos pedidos, mas nos garantiu dar paz e nos conduzir à serenidade. Não prometeu nos livrar do vale da sombra da morte, mas nos garantiu que estaria lá conosco e nos conduziria em segurança através dele. O maior fruto da oração não o atendimento do pedido ou da súplica, mas a maturidade crescente da pessoa que ora. Na verdade, a estatura espiritual de uma pessoa pode ser medida pelo conteúdo de suas orações. Assim como sabemos se nossos filhos estão crescendo observando o que nos pedem e o que esperam de nós, podemos avaliar nosso próprio crescimento espiritual através de nossos pedidos e súplicas a Deus. As orações revelam o que realmente ocupa nossos corações, o que realmente é objeto dos nossos desejos, o que nos amedronta, nos desestabiliza e nos rouba a paz. O apóstolo Paulo diz que quando era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Mas quando se tornou homem, deixou para trás as coisas de menino (1Coríntios 13.11). Não existe oração certa e errada. Mas existe oração de menino e oração de homem. Oração de menina e oração de mulher. A diferença está no coração: coração de menino e de menina, ora como menino e menina. A nossa certeza é que Deus também gosta de crianças.

Ele É Maior Do Que Tudo

“Agora sei que o Senhor é maior que todos os deuses…”
(Êxodo 18:11).

Há muitos anos atrás, Carl Reiner e Mel Brooks fizeram uma
comédia chamada “O homem de 2013 anos de idade”. Na peça,
Reiner entrevista Brooks, que é o cavalheiro idoso. Em
determinado momento, Reiner pergunta ao velho homem: “Você
sempre acreditou no Senhor?” Brooks respondeu: “Não. Nós
tivemos um sujeito em nossa aldeia chamado Phil, e por um
tempo nós o adoramos”. Reiner: “Você adorou um sujeito
chamado Phil? Por que?” Brooks: “Porque ele era grande, ou
seja, ele podia quebrar você ao meio com suas mãos!” Reiner:
“Você fazia orações?” Brooks: “Sim, você gostaria de ouvir
uma? Ó Phil, por favor, não seja mau, não nos machuque, não
nos quebre ao meio”. Reiner: “Quando você começou a adorar o
Senhor?” Brooks: “Bem, um dia um grande temporal surgiu e um
raio atingiu Phil. Nós nos reunimos ao redor dele e vimos
que estava morto. Falamos, então, uns para os outros —
existe alguma coisa maior do que Phil!”

Em sua sátira, os atores disseram uma grande verdade:
“Existe algo maior que Phil”. Sim, o Senhor é maior do que
qualquer gigante, do que qualquer adversário, do que
qualquer problema que tenhamos de enfrentar. Mesmo que a
nossa vida passe por sérias crises materiais ou espirituais,
temos a oportunidade de olhar para o Céu e clamar por nosso
Pai, que é Onipotente e pode nos dar vitória sobre todas as
lutas.

Podemos estar tristes e nos sentindo solitários, mas o
Senhor Jesus é maior do que a solidão. Podemos estar
abatidos pela frustração de um emprego perdido ou de uma
vaga não obtida em um vestibular, mas o Senhor Jesus é maior
do que todas as frustrações. E mesmo que nos sintamos
enfraquecidos pelas tentativas fracassadas durante os muitos
anos de derrotas, tenhamos fé, continuemos insistindo, Jesus
é maior do que todos os fracassos experimentados.

Sim, Jesus é maior do que tudo e foi Ele quem nos garantiu
que somos “mais do que vencedores”!

Um chamado não ouvido

Leia 1 João 3.16-20
À noite, sobreveio a Paulo uma visão, na qual um varão macedônio estava em pé e lhe rogava, dizendo: Passa à Macedônia e ajuda-nos. • Atos 16.9
Estava ocupado com tarefas caseiras e prestei pouca atenção à voz distante que chegava pela porta dos fundos. Achei que estava ouvindo os filhos dos vizinhos brincando, mas dali a pouco dei-me conta de que alguém estava gritando por socorro. Finalmente, alarmado, corri em direção ao som e encontrei um vizinho com os dedos presos na correia do motor de seu trator de jardim.
Ajude-me!, ele gritou.
Cortei a correia e soltei-o. Ele havia tentado consertar o motor com o trator em funcionamento. Felizmente, o propulsor desligou, deixando os dedos de meu vizinho apenas comprimidos e machucados.
Afastei-me sentindo-me culpado, sabendo que, se tivesse atendido ao seu primeiro grito, poderia tê-lo poupado de algum sofrimento. Ao orar para me tornar mais sensível aos acontecimentos próximos de mim, Deus ajudou-me a ver que às vezes também deixo de perceber o sofrimento emocional das pessoas à minha volta. Compreendi que a preocupação com interesses pessoais muitas vezes me havia feito insensível. A partir desse momento, determinei-me a escutar mais atentamente e ser sensível às necessidades das pessoas ao meu redor.
Oração: Amado Deus, ajuda-nos a sermos sensíveis às necessidades dos outros. Em nome de Jesus. Amém.
Pensamento do Dia: Se escutarmos, podemos corresponder aos pedidos de ajuda.
Kenny A. Noble (Indiana, EUA)
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Graça à beira da estrada

 

Leia Mateus 25.31-40 *

O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Mateus 25.40

Um homem estava parado na esquina de uma rua da periferia da cidade. Vendia jornais aos motoristas que paravam no semáforo. Com uma muleta debaixo de um braço e jornais debaixo do outro, ia mancando de carro em carro. Tinha apenas uma perna e caminhava com o auxílio de uma muleta enferrujada. Seus dentes da frente estavam estragados.

O homem aproximava-se de cada motorista para tentar vender um jornal. Enquanto isso eu me afundava no banco do carro. Envergonhada de meu medo, em vez de me encolher decidi orar por ele. Toda quinta-feira lhe comprava um jornal; era meu caminho, pois era dia de visitar meu tio idoso.

Após alguns meses, faltei por três quintas-feiras seguidas. Projetos atrasados no trabalho, um problema familiar e uma bronquite intermitente impediram-me de visitar meu tio. Finalmente de volta à minha rotina, como de costume aproximei-me daquela esquina e o semáforo obrigou-me a parar. Entreguei meu dinheiro ao vendedor de jornais e contei-lhe sobre meus infortúnios recentes. Seu rosto suavizou-se. Ele enfiou seus jornais debaixo do braço e colocou sua mão em meu braço. Então disse: “Vou orar para que você fique boa logo”. Respirei fundo. Eu, que tenho dentes suficientes para comer uma boa refeição e duas pernas inteiras para me levarem a qualquer lugar, recebi a dádiva do consolo de sua oração, oferecida de maneira simples, antes que o farol abrisse. Cristo ganhou um rosto novo, e regozijei-me por vê-lo à beira da estrada.

Linda Tatum (Carolina do Norte, EUA)

* Mateus 25.31-40

31 – E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória;
32 – e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas.
33 – E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.
34 – Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
35 – porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
36 – estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.
37 – Então, os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber?
38 – E, quando te vimos estrangeiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos?
39 – E, quando te vimos enfermo ou na prisão e fomos ver-te?
40 – E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.

 

Fonte:http://www.editoracedro.com.br/forms/assineja.jsp